quarta-feira, 20 de fevereiro de 2008

Conta a Lenda 3...

… Que há quase 600 anos, as pessoas da cidade do Porto quiseram contribuir com a sua ajuda na Expedição a Ceuta, organizada pelo Infante Dom Henrique. As gentes do Norte construíram, com esforço e dedicação, os barcos que foram na expedição. No final, encheram-nos com toda a carne que havia na cidade, ficando apenas com as tripas para comerem. Por isso, e por este acto de grande patriotismo, ficaram conhecidos como os Tripeiros, alcunha que exibem com muito orgulho.


“Para as gentes do Porto
Este nome de «Tripeiros»
É notável, importante,
Um orgulho verdadeiro!”
(in Lenda dos Tripeiros, Colecção Lendas de Portugal, editado pelo jornal Expresso)

Inspirados nos barcos que foram na expedição a Ceuta, lembrámo-nos de construir as nossas próprias embarcações. Pedimos aos Pais uma caixa de sapatos e, com alguma criatividade, transformá-mo-la num barco que navegará nas águas do Rio Douro!


“Bota-abaixo!”
(O bota-abaixo é o lançamento à água de um navio, na gíria da construção naval)

Externato Santa Maria do Mar

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

A Internet e as Crianças



Muito se tem escrito acerca do risco e da oportunidade que a Internet representa para as nossas crianças. No dia 12 de Fevereiro celebrou-se o "Dia Internacional da Internet Segura", e aproveitando a efeméride como mote, aqui vão umas ideias chave, seguidas de uma sugestão para um "safari" (pela Internet bem entendido!)

Que cuidados devo aquando da utilização da Internet pelos meus filhos?

- colocar o computador com acesso à Internet numa divisão comum da casa: assim transforma-se o acesso/resultado das pesquisas na Internet, em qualquer coisa que a família, em conjunto, pode discutir.

- informe-se acerca de ferramentas que existem ao seu dispor e que, em algumas traduções do inglês, se chamam "controlo parental" - tratam-se no fundo de instrumentos ao alcance de todos que aferem dos conteúdos das páginas que queremos ou não queremos que os nossos filhos pesquisem, funcionando como sistemas de filtragem que devemos ter em conta quando abrimos, como se podia ler há uns tempos no Público, a melhor ferramenta e, simultaneamente, o maior dos pesadelos às nossas crianças;

- eduque para os valores - a questão colocada neste âmbito assume especial relevância, na medida em que alguns aspectos do psiquismo do utilizador podem revelar-se surpreendentes (até para o próprio!) ao assumir, "online", uma desinibição desproporcionada àquilo que é o seu funcionamento no dia-a-dia, "offline". Junto da criança, é importante chamar a atenção para o facto de, quando falamos de valores, pese embora algumas situações extremas, os eixos pelos quais se orienta a nossa acção devem permanecer incólumes, ou seja, independentemente do local que habitem ser "real" ou "virtual", tal como o respeito pelo valor da vida humana, pela liberdade e auto-determinação sexual, justiça etc.

- Torne o assunto "Internet", o seu uso e abuso em algo que pode e deve ser discutido em família, numa relação de comunicação franca e contingente entre pais e filhos.

Como se trata de um tema que mexe de perto com a protecção dos nossos filhos, não pode haver lugar à exclusão de responsabilidades . A terminar queria, exactamente sobre o tema da responsabilidade, partilhar um vídeo que considero obrigatório:


http://www.youtube.com/watch?v=iiTXEFKLbmE


Agora um "safari" pelas fontes deste post:

- Internet Watch Foundation: www.iwf.org.uk

- www.censura.com.br

- www.protegeles.com


João Guerreiro

Tempo para Brincar

«Brinca enquanto souberes!
Tudo o que é bom e belo
Se desaprende...
A vida compra e vende
A perdição,
Alheado e feliz,
Brinca no mundo da imaginação,
Que nenhum outro mundo contradiz!

Brinca instintivamente
Como um bicho!
Fura os olhos do tempo,
E à volta do seu pasmo alvar
De cabra-cega tonta,
A saltar e a correr,
Desafronta
O adulto que hás-de ser!»

Miguel Torga

Fundação de Serralves

Domingo fui a Serralves.
O Museu de Serralves, projecto do arquitecto Álvaro Siza Vieira está integrado no circuito mundial dos mais importantes museus de arte contemporânea.

Tive a sorte de estar a decorrer a exposição de Robert Rauschenberg. "Em viagem 70-76".
As viagens que o artista fez ao longo dos anos 70 serviram de fonte de inspiração ao seu trabalho.

A cidade de Veneza foi representada através de materiais de uso doméstico e acessíveis: tronco de madeira, uma banheira velha, corda, cartão.
O artista mostra como qualquer material pode ser facilmente reciclado e reutilizado numa obra de arte.
"...cresceu em mim um desejo de trabalhar num material de desperdício (...) que produzisse com a sua mensagem única uma colecção de linhas impressas como uma piada amigável (...) trabalhando comummente com felicidade. Caixas."
Rauschenberg. 1978

Egípcio Primitivo, 1973. Peças de triciclo, balde metálico, corda e vara de madeira.


A exposição é interessantíssima. Aconselho que a visita seja guiada para se poder desfrutar com calma e compreender o objectivo da utilização de determinados materiais e a sua ligação com o país ou a cidade visitada pelo artista

A exposição está patente até dia 30 de março de 2008.
Boa visita. Os jardins são óptimos para uma boa correria!

Carmo
.

quinta-feira, 14 de fevereiro de 2008

Esta cidade que nos inspira...

Os nossos projectos, o "Livro" do Externato Santa Teresinha de Lisieux e "Nós e o Mundo" do Externato Santa Maria do Mar, cruzaram-se na cidade de Lisboa.
Cada um com o seu intuito, representou-a de forma pitoresca.

Quer para nos ajudar a fazer matemática (ordem hierárquica dos andares em que cada um de nós vive; número cardinal; número ordinal);

Quer para nos ajudar a reconhecer, representar e apreciar os nossos monumentos.

Dois colégios a mesma pedagogia.

Cristina

Externato Santa Teresinha de Lisieux

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Conta a Lenda 2

De visita ao Norte de Portugal parámos no Castelo de Bragança , onde ouvimos a Lenda desta Região.

Esta Lenda, na versão que nos foi relatada, não tem um final conclusivo, o que nos deixou cheios de vontade de a terminar...

“… O cavaleiro, corajoso, regressou da sua batalha e casou com a Princesa. “

Nós atrevemo-nos a ilustrar este reencontro no Castelo e, à boa maneira medieval, também nós fomos Princesas (as meninas) e Cavaleiros( os rapazes).


E, claro, “Foram felizes para sempre!”


Externato Santa Maria do Mar

terça-feira, 12 de fevereiro de 2008

Nós também gostamos de ler

Na biblioteca com a Cristina

Primeiro agarramos no livro, exploramos, viramos as páginas vezes e vezes sem conta para vermos as imagens. Às vezes até de pernas para o ar. Gostamos de ouvir ler em voz alta, escutamos com atenção os versos, as rimas, as histórias. Gostamos de ouvir sempre a mesma história, apontamos e aprendemos a dizer o nome das coisas.

Gostamos que nos façam perguntas às quais nós sabemos responder.É com alegria que apontamos para a imagem e verbalizamos.

Maria Bívar

Externato Santa Teresinha de Lisieux