quarta-feira, 22 de outubro de 2008

O trabalho de projecto

A equipa pedagógica quando desenvolve o seu trabalho utilizando a pedagogia de projecto, tem de ter uma atitude pedagógica baseada na observação correcta, do que é específico para cada faixa etária.


Há conquistas que cada criança tem que fazer individualmente, depois em pequenos grupos e por fim em grupo.


A conquista do seu próprio espaço, a conquista da autonomia em relação aos materiais, às outras crianças, ao adulto e a descoberta do sentimento de grupo.


O educador tem de se interrogar e registar para conhecer melhor o grupo de crianças com quem vai trabalhar ao longo do ano.
Só a partir do conhecimento de cada criança e do grupo, é que o educador /equipa pedagógica pode definir o projecto pedagógico, o seu modo de estar presente, o seu modo de agir e intervir.
A forma de intervir do educador vai assegurar que haja um fio condutor que leve à concretização do projecto.


O projecto pedagógico conduz o educador a uma selecção de estratégias a partir da análise das circunstâncias dos dados colhidos e, posteriormente ao seu registo, que é também uma forma de avaliação do seu próprio trabalho e do desenvolvimento das crianças.


Identificar-se com o projecto do grupo e fazer parte dele, é acreditar na construção pessoal de cada criança na e pela interacção, permitindo a personalização do grupo e de cada criança em particular.


O trabalho de projecto é um desafio à sua sensibilidade, à sua iniciativa, à sua capacidade de antecipação, às dinâmicas possíveis de um grupo de crianças.

Respeitar as crianças, os seus interesses, envolver-se e participar nesta aventura pedagógica, é ser capaz de criar uma dinâmica geradora de desenvolvimento.

terça-feira, 21 de outubro de 2008

Histórias: O Real e o Imaginário

Meninos atentos e meninos curiosos, meninos que crescem a acreditar que a imaginação e as histórias falam mais alto, fizeram-nos escolher como tema para o Projecto Pedagógico deste ano, nos dois colégios, “Histórias: O Real e o Imaginário”.

Os projectos providenciam a parte do currículo no qual as crianças são encorajadas a fazer as suas próprias escolhas e decisões, geralmente em colaboração com os pares, acerca do trabalho que é preciso realizar. Nós consideramos que este tipo de trabalho promove a confiança da criança acerca do seu poder intelectual e fortalece as suas disposições para continuar no processo de aprendizagem.

Village street in Auvers, de Vincent Van Gogh
[imagem do sítio: www.fineartscreensavers.com]

O tema escolhido: “HISTÓRIAS: O REAL E O IMAGINÁRIO” tem como objectivo trabalhar diversas histórias, reais e imaginárias, desenvolvendo na criança o conhecimento do mundo e da fantasia.


" Acredito que a imaginação
Pode mais que o conhecimento
Que o mito
Pode mais que a história
Que os sonhos podem mais
Do que a realidade
Que a esperança
Vence sempre a experiência
Que só o riso cura a tristeza
E acredito que o amor
Pode mais do que tudo"

Credo do contador de histórias
( Robert Fulghum)

OBJECTIVOS GERAIS:

  • Ajudar a criança a conhecer-se como pessoa, membro de uma família e de uma comunidade escolar.
  • Responder à curiosidade natural da criança e ao seu desejo de saber, encontrando em grupo estratégias para satisfazer esse desejo.
  • Trabalhar em conjunto com as famílias de modo a enriquecer todos os saberes que estão a ser estudados.
  • Conseguir que cada criança participe e cresça tanto quanto possível (individualmente ou em grupo)
OBJECTIVOS ESPECÍFICOS DO PROJECTO:
  • Desenvolver a comunicação oral como uma forma de linguagem afectiva.
  • Descobrir os diferentes tipos de histórias e narrativas.
  • Proporcionar à criança o contacto directo com o livro como objecto afectivo
  • Compreensão do conceito de literatura infantil nas suas vertentes.
  • Reflexão sobre o papel da fantasia e da realidade na literatura para crianças.
  • Compreensão de relações fundamentais entre desenvolvimento psicológico e gostos e hábitos de leitura.
  • Descoberta da importância dos contos tradicionais para o desenvolvimento da criança.
  • Apresentação diferentes formas de trabalhar os contos infantis ( fantoches, teatro, sombras chinesas).
  • Utilização de diferentes expressões e técnicas na exploração do tema.
Este Projecto é de todos!
Pedimos por isso a colaboração de todos os Pais e restante Família para nos ajudarem a desenvolvê-lo.

Externato Santa Maria do Mar e Externato Santa Teresinha de Lisieux

domingo, 19 de outubro de 2008

Mais um mimo...

Sexta-feira foi mesmo um dia especial para os meninos da Maria e da Joana.

Aceitando o chamamento que o Outono lhes fazia, desceram até ao recreio para apanharem e brincarem com as folhas que esta estação fez cair. Entre risos e gargalhadas, contaram, espalharam e até atiraram ao ar para caírem como a chuva, as folhas que estavam espalhadas pelos recantos do jardim.


À hora do lanche, a Matilde Mestre brilhou com o bolo que esteve a preparar com ajuda dos pais para oferecer aos amigos. E é mesmo verdade, a Matilde é uma cozinheira de truz…

Não sei onde vamos parar com tantos mimos!!

(mas dizem que o mimo nunca é demais…)

sábado, 18 de outubro de 2008

O objecto transitivo: A fraldinha, a chucha, o ursinho e até a t.shirt do pai...

Para que a criança se sinta segura no colégio é importante que toda a envolvência seja acolhedora e reconfortante.

A criança precisa de mimo, de afecto e muito amor.

O objecto de transição (transição casa/colégio) que traz de casa seja ele a fraldinha, a chucha, um brinquedo ou uma peça de vestuário de um dos pais, assume grande importância, é o seu porto seguro.

A criança, sobretudo em fase de adaptação deve ter livre acesso às suas "coisas", aos seus objectos de afecto

A criança sente-se segura com os pais e com os objectos que lhe são familiares, com os quais brinca e dorme em casa. São importantes para o seu desenvolvimento afectivo e relacional porque são securizantes, tanto em casa como no colégio.

E está ali mesmo à mão um mimo que faz toda a diferença...a criança sente-se segura, confiante e compreendida, então fácilmente socializa, brinca e parte à descoberta.

quarta-feira, 15 de outubro de 2008

Sumo de Romã

Com a chegada do Outono, a gastronomia também se altera e começamos a saborear os frutos da época.

O Miguel C. O. contou-nos que no fim-de-semana tinha estado a apanhar romãs e ofereceu-se para trazer algumas para provarmos. Em casa preparou uma parte, trazendo-nos a restante tal como colhida da árvore, para ficarmos a conhecer o fruto como ele nos é oferecido pela natureza.

Ontem, tivemos oportunidade de tomar contacto, provar e apreciar o outonal sabor das romãs. Hoje, e seguindo a sugestão da família Costa Oliveira, que reconhece os efeitos terapêuticos da romã, aventurámo-nos na degustação do respectivo sumo.


Primeiro preparámos os ingredientes…


… depois, e com a ajuda da Andreia, partimos as romãs e arranjámo-las. Tínhamos que separar as “bolinhas encarnadas” e retirar a parte branca que amarga o sumo.

No fim, foi só ligar o liquidificador, e o sumo ficou pronto. Os mais ousados quiseram experimentar!

Externato Santa Maria do Mar

Uma surpresa em forma de Bolo

Hoje fomos presenteados por um delícioso bolo feito de surpresa pela Avó do Álvaro. Até à hora do lanche a Maria e a Joana guardaram a surpresa. Só depois de bebermos o leite é que provámos o bolo que o Álvaro exibia orgulhosamente.

São estes momentos que enriquecem as relações e que fazem sentir as famílias envolvidas com o projecto do colégio.


Obrigado Avó por este mimo que nos deu. Gostámos muito!!

Os Meninos da Sala da Maria e da Joana

Externato Santa Maria do Mar

Tempo de recreio...

Os momentos de recreio são tempos de qualidade e de grande desenvolvimento.

São momentos em que a imaginação fala mais alto, em que cada criança assume papéis diferentes, em que o contacto com o meio exterior e com a Natureza, permite que todas as crianças e cada uma em particular exteriorizem sentimentos e saberes que têm adquirido ao longo da sua vida.
São tempos de partilha e de vivências em que os jogos tradicionais como a cabra-cega ou o lencinho vai na mão, ocupam o seu lugar. Em que as escondidas e o jogo da apanhada têm regras bem definidas para que ninguém faça batota, e que o macaquinho do chinês deixe todos em estátuas como de verdadeiras figuras de pedra se tratassem.
São momentos em que o jogo simbólico faz com que cada criança assuma o seu papel na brincadeira, em que uns são pais e filhos...
...e outros são carros de corrida, que andam muito mais rápido...
Os tempos de recreio são também tempos de cultura. Em que um livro, uma história ou um teatro têm sempre lugar (o último foi uma representação da história do capuchinho vermelho, improvisada por um grupo de meninos. Foi de rir e chorar por mais...).

Mas o tempo de recreio é tudo isto, e muito mais.

Basta explorarmos...