quarta-feira, 5 de novembro de 2008

Prometido é devido!

A Tia Xica prometeu que vinha ao colégio contar uma história e veio mesmo.

Este foi o livro escolhido.

Conta a história de uma menina com orelhas de borboleta, que era muito esperta e feliz porque descobria sempre o lado bom de todas as coisas.

Obrigado por nos contar uma história tão gira e participar no nosso projecto. Gostámos muito. Beijinhos!!!

Os Meninos da sala da Ana e da Maria

segunda-feira, 3 de novembro de 2008

Lagarto Pintado

Pedimos à Catarina Ramos da sala da Maria Almeida para nos vir ensinar a lengalenga do "Lagarto Pintado". (A Vanda sabia que era a preferida...)
A Catarina entrou na sala com um ar muito responsável e com uma voz doce e baixa disse:
"Lagarto Pintado
Quem te pintou?
Foi uma velha
Que aqui passou!
No tempo da eira
Fazia poeira
Puxa lagarta
Por esta orelha!"

Convidámos o Pai da Graça Bagão para desenhar lagartos. Ele conseguiu desenhar um lagarto diferente para cada menino. Assim pudemos escolher o que mais gostávamos, ...

... para pintar com pincel e com os dedos.

O resultado foi este...

Obrigada à Catarina Ramos e ao Pai da Graça.

Os Meninos da Sala da Vanda e da Vera

Capuchinho Vermelho

A Maria ensinou-nos a canção da história "Capuchinho Vermelho" e já a sabemos cantar quase toda...
"Pela estrada fora
Eu vou bem sozinha
Levar estes bolos
À minha avózinha

Ela mora longe
O caminho é deserto
E o lobo mau
Anda aí por perto

Logo à tardinha
Ao sol poente
Junto à mamãnzinha
Eu estarei contente

Eu sou o lobo mau
Lobo mau, lobo mau
Pego nas criançinhas
Para fazer mingau


Hoje estou contente
Vai haver festança
Tenho um belo petisco
Para encher a minha pança"
Inspirados pela canção, fizemos estampagem com carimbos em forma de Capuchinho Vermelho, de Lobo Mau e de cestos de bolos!

Tivemos vontade de provar os bolos que a Capuchinho levou à sua avó e resolvemos por mãos à obra:

O resultado está à vista...


Acabámos a semana em grande com o Teatro de Fantoches que a Maria e a Vanda fizeram.




Os Meninos da Sala da Maria

sábado, 1 de novembro de 2008

Caixinha de Surpresas

O que é que está cá dentro?


Clique aqui para descobrir e ajudar a encher...

Um obrigado do tamanho do mundo!

Pão-por-Deus

Para melhor festejarmos o Dia de Todos os Santos, e fazendo de algum modo renascer uma tradição antiga, lembrámo-nos de vivenciar o Pão-por-Deus, costume antigo em que as pessoas iam de porta em porta pedir bens alimentícios. No final do dia juntavam tudo e repartiam entre eles.

Nós combinámos tudo em segredo. Primeiro preparámos a massa das areias;

Depois, moldámos as bolinhas uma a uma...


Quando vimos o resultado, percebemos que é mesmo díficil cozinhá-las. Umas saíram mais claras e outras mais queimadinhas... Mas logo se arranjou uma solução : "Damos as mais claras aos outros meninos e nós comemos as queimadinhas" (João Pinto). Todos concordámos!



Com as vozes bem ensaiadas fomos, de sala em sala, dizer a cantilena que tínhamos aprendido:


"Bolinhos bolinhos
Para mim e para vós!

Truz, truz, truz!
Meninos que estão aí dentro
Sentados num banquinho
Fazem o favor de se levantarem
Para virem comer um bolinho!"

..., e distribuir as areias.


A sugestão deixada foi seguida a preceito. Afinal todos gostaram!


(Para a próxima ficam melhores!!)

quinta-feira, 30 de outubro de 2008

As Boas e as Más das Histórias

Ouvimos a história "Avoa, avoa por cima de todas as folhas".
A história falava de uma mulher que todas as 6ª feiras à noite se mascarava e ía a uma reunião de bruxas!!!
Conversámos sobre histórias de bruxas más e malvadas.
"Nos contos de fadas o mal não deixa de ter os seus atractivos e muitas vezes está temporariamente em ascendência."


Mas as histórias também têm uma personagem que vem para acabar com o mal. São as Fadas!!!

" A convicção de que o crime não compensa é uma dissuassão muito mais eficaz e é por isso que nos contos de fadas os maus perdem sempre."

Os contos de fadas e os contos tradicionais ajudam a criança a entender melhor algumas questões cruciais ao seu desenvolvimento. Os contos de fadas oferecem à imaginação da criança novas dimensões que seria impossível ela descobrir só por si.

*Psicanálise dos Contos de Fadas

quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Hoje contaram-me uma história.

Tia Cácá,
Adoro este texto. É daqueles que gostava de ter sido eu a ter escrito.
É a propósito de sermos pais de uma criança com deficiência, mas acho que se aplica em geral a todos os pais que fabricaram na mente um filho específico e lhes saiu outro completamente diferente.

Posso dizer hoje do fundo do coração que a minha viagem à Holanda foi a coisa mais extraordinária que me aconteceu na vida. Se calhar, se fosse italiana a Xiquinha era mais à moda, mas é a sua diferença holandesa que a torna única e tão infinitamente especial.
Beijinhos Xica

A Xiquinha no Santa Maria, 2008

BENVINDOS À HOLANDA

Pedem-me muitas vezes para descrever a experiência de educar uma criança com deficiência – para tentar ajudar as pessoas que nunca tiveram esta experiência única a perceber, a imaginar como é que nos sentimos. É assim…
Quando vamos ter um bebé, é como planear uma fantástica viagem de férias – a Itália. Compramos uma data de guias turísticos e fazemos os nossos planos maravilhosos. O Coliseu. O David de Miguel Ângelo. As gôndolas de Veneza. Até aprendemos algumas frases em italiano. É tudo muito excitante.
Depois de meses de ansiosa antecipação, chega finalmente o dia. Fazemos as malas e partimos. Várias horas depois, o avião aterra. A hospedeira aparece e diz: “Benvindos à Holanda”.
“Holanda!?” dizemos nós. “O que é que quer dizer com Holanda?? Eu comprei uma viagem para Itália! É suposto eu estar em Itália. Toda a minha sonhei ir a Itália”.
Mas houve uma mudança no plano de voo. Aterraram na Holanda e é aí que temos de ficar.
O mais importante é que não nos levaram para um lugar horrível, nojento, imundo, cheio de pestilência, fome e doenças. É apenas um lugar diferente.
Por isso, é preciso comprar guias novos. E aprender uma língua completamente nova. E conhecermos um grupo de pessoas completamente novas, que nunca teríamos conhecido.
É apenas um lugar diferente. É mais calmo do que a Itália, menos deslumbrante do que a Itália. Mas depois de estarmos lá há algum tempo, sustemos a respiração, olhamos em volta…e começamos a reparar que a Holanda tem moinhos de vento…e que a Holanda tem túlipas. A Holanda até tem Rembrandts.
Mas todas as pessoas que conhecemos estão entretidas a ir e a vir de Itália…e todas proclamam o maravilhoso tempo que lá passaram. E, pelo resto da nossa vida, vamos dizer “Sim, era onde eu devia ter ido. Era o que eu tinha planeado”.
E a dor disso nunca, nunca, nunca, nunca se irá embora…porque a perda de um sonho é uma perda muito, muito significativa.
Mas…se passarmos a vida a lamentarmo-nos pelo facto de não termos ido a Itália, é possível que nunca sejamos livres para apreciar as coisas muito especiais, muito queridas…da Holanda.

Emily Perl Kingsley
Tradução de Maná Ascensão
c1987 por Emily Perl Kingsley. Todos os direitos reservados.