Fica uma outra, de um autor de que não me recordo o nome:
Meu filho Meu menino Envolvo-te nos braços E embalo-te Tranquilamente Aperto-te fremente E falo-te No regaço Do destino
E só não choro Porque se me embarga a voz E porque tenho medo Que chores também E não quero acordar a tua mãe Haja decoro!
É um segredo Que fica apenas entre nós.
Meu filho Meu menino És a minha permanência A minha eternidade A razão da minha existência A minha liberdade. Adormecer-te é um hino Como cantar-te canções de ninar. E deixo-te quente e aconchegado Já de olhos fechados (Quem me dera para sempre aqui ficar).
Saio do teu quarto Como quem sai de um parto Cautelosamente Nostalgicamente Confundido entre sentimentos Ambivalentes E só no corredor posso chorar De alegria e de lamento De tristeza Melancolia e incerteza.
Só no corredor me posso lamentar Porque me sei finito E o tempo, esse passa, maldito, (Quem dera fosse de gesso!)
Mas as lágrimas traem os autores E eu sei que conheces as minhas dores. Enquanto dormes Placidamente Meu filho, meu menino A minha alma perde as cores Do torvelino Porque inexoravelmente Segundo a segundo Gira o mundo
6 comentários:
É muito bonito o poema, mas para mim, a Estrela d´Alva do Zeca Afonso é a canção de ninar mais pungente, doce e terna:
Aqui fica, sem a música e a voz, portanto mais pobre.
Dorme meu menino a estrela d’alva
Já a procurei e não a vi
Se ela não vier de madrugada
Outra que eu souber será p’ra ti
Outra que eu souber na noite escura
Sobre o teu sorriso de encantar
Ouvirás cantando nas alturas
Trovas e cantigas de embalar
Trovas e cantigas muito belas
Afina a garganta meu cantor
Quando a luz se apaga nas janelas
Perde a estrela d’alva o seu fulgor
Perde a estrela d’alva pequenina
Se outra não vier para a render
Dorme qu’inda a noite é uma menina
Deixa-a vir também adormecer.
Fico sempre comovido quando ouço esta música, bem como a Balada de Outono, das coisas mais singelas e dramáticas que se escreveram.
Fica uma outra, de um autor de que não me recordo o nome:
Meu filho
Meu menino
Envolvo-te nos braços
E embalo-te
Tranquilamente
Aperto-te fremente
E falo-te
No regaço
Do destino
E só não choro
Porque se me embarga a voz
E porque tenho medo
Que chores também
E não quero acordar a tua mãe
Haja decoro!
É um segredo
Que fica apenas entre nós.
Meu filho
Meu menino
És a minha permanência
A minha eternidade
A razão da minha existência
A minha liberdade.
Adormecer-te é um hino
Como cantar-te canções de ninar.
E deixo-te quente e aconchegado
Já de olhos fechados
(Quem me dera para sempre aqui ficar).
Saio do teu quarto
Como quem sai de um parto
Cautelosamente
Nostalgicamente
Confundido entre sentimentos
Ambivalentes
E só no corredor posso chorar
De alegria e de lamento
De tristeza
Melancolia e incerteza.
Só no corredor me posso lamentar
Porque me sei finito
E o tempo, esse passa, maldito,
(Quem dera fosse de gesso!)
Mas as lágrimas traem os autores
E eu sei que conheces as minhas dores.
Enquanto dormes
Placidamente
Meu filho, meu menino
A minha alma perde as cores
Do torvelino
Porque inexoravelmente
Segundo a segundo
Gira o mundo
Eu envelheço
E um dia não estou cá
para te ninar.
Que bonitos!
Não conhecia
Obrigada
Temos muitas saudades suas :)
Muitos beijinhos da família Gonzaga.
Susete
Sexta-feira lá estarei, aproveitamos e damos cabo das saudades. Vai ser uma festa!!!
Também eu estou ansiosa!!
Hoje, particularmente, lembrei-me muito de si Carmo e das (algumas) boas conversas que tivemos há uns anos (poucos) atrás...
Que pena não haver "clones" seus espalhados pelas outras escolas!!!
Tenho sentido na pele a diferença, acredite, e fico feliz por o Tiago ainda ficar aí mais um ano :-)
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